Endometriose

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Endométrio é a mucosa responsável por revestir a parede interna do útero na qual o óvulo já fertilizado se implanta. Caso não ocorra a fecundação, a maior parte do endométrio é eliminada (por meio de um processo de descamação) no período da menstruação, o restante cresce novamente para que o processo se repita a cada ciclo.

A endometriose é uma doença cuja principal característica é a presença do endométrio além da cavidade uterina. É uma inflamação causada por algumas células do endométrio que, quando deveriam ser expelidas, migram em sentido oposto ao natural e se depositam nos ovários ou na cavidade abdominal, voltando a multiplicar-se e gerar sangramentos, podem afetar ainda as tubas e órgãos como o intestino e a bexiga. As células endometriais que migraram para a pelve funcionarão de forma parecida às que revestem o útero, ou seja, elas causarão, ainda que de origem errada, uma “menstruação” responsável pela maior parte dos sintomas dessa doença.

Sintomas

Ainda que possa ser assintomática, a endometriose possui sintomas que, quando surgem, merecem atenção:

Cólica menstrual

Também conhecida como dismenorreia, a cólica menstrual é considerada o principal sintoma da endometriose. Existem duas principais diferenças que tornam possível diferenciar as cólicas normais das que anunciam a doença: quando sintoma da endometriose, a cólica é gradativamente mais difícil de se conviver (exigindo cada vez mais remédios para se suportar a dor) e costuma ser extremamente intensa.

Em certas mulheres, porém, essa regra nem sempre se aplica e as cólicas podem ser leves até em casos avançados da doença, o que retarda o início do tratamento uma vez que são tidas como normais pelas pacientes.

Dor durante as relações sexuais

Outro sintoma frequente, as dores durante as relações sexuais podem variar de níveis sutis a muito intensos, podendo, inclusive, impossibilitar por completo a atividade sexual. Nesses casos é importante que o parceiro seja esclarecido sobre as causas dessa dificuldade para que possa apoiar a mulher durante o tratamento da endometriose.

Infertilidade

Dos casos de infertilidade feminina, cerca de 40% são causados pela endometriose, ainda assim, quando tratada no início, a doença não será obstáculo para futuras gestações naturais. Em casos de endometriose leve, ou em estágios iniciais, a explicação mais aceita é a alteração causada pelo ambiente peritoneal inflamado que pode alterar desde o óvulo e espermatozoides até a postura ovular. Em casos avançados da doença, as mudanças provocadas na anatomia da pelve são as causas da dificuldade do encontro dos gametas reprodutivos: as tubas grudam nos ovários e o útero no intestino, por exemplo.

Cisto no ovário

Facilmente identificado por ultrassonografias de rotina, o cisto causado pela doença se forma em razão da migração de células para dentro do ovário. Tal implante se divide e “menstrua” no fim de cada ciclo formando finalmente o cisto. Se muito tempo se passar de sua instalação à remoção cirúrgica, o cisto pode crescer e prejudicar a totalidade do ovário sadio e, consequentemente, as futuras gestações.

Alterações intestinais

Ao atingir o intestino, a doença pode gerar sintomas como dificuldade e/ou dor para evacuar e mesmo fezes acompanhadas de sangue. Tais sintomas são predominantes no período menstrual do ciclo feminino.

Dores para urinar

A doença pode ainda causar dores e ardências semelhantes às causadas por infecções urinárias, mas que são mais intensas durante o período menstrual. Dependendo da profundidade das lesões, pode ocorrer sangramento urinário pelo mesmo período do ciclo.

Diagnóstico

Ainda que o diagnóstico dependa da biópsia para ser considerado totalmente certo e diante de sintomas tão ambíguos, o exame ginecológico mostra-se essencial juntamente com certos exames de imagem e laboratoriais como: ultrassom endovaginal, laparoscopia, ressonância magnética e o marcador tumoral CA-125 (exame sanguíneo quando o caso já está em estágios mais avançados).

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